GENERAL MOURÃO (PRTB) SERÁ O VICE DE BOLSONARO NA DISPUTA PRESIDENCIAL

Publicado em 06/08/2018 às 00h27

General Antonio Mourão durante sua despedida do Exército em fevereiro de 2018

      O general da reserva do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão (PRTB) será o vice na chapa presidencial encabeçada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Ele recebeu o convite do próprio presidenciável, e o PRTB aceitou firmar a coligação. A primeira aparição pública dos dois após o anúncio será na tarde deste domingo (5), durante a convenção do PRTB em São Paulo.

      "É uma honra e um privilégio participar da reconstrução do País", declarou Mourão ao UOL. O acerto com o PSL leva o PRTB a retirar a pré-candidatura do presidente do partido, Levy Fidelix. Ele será candidato a deputado federal.

       Presidente do PSL-SP, o candidato ao Senado Major Olímpio elogiou a escolha. "O general Mourão tem muita credibilidade nas Forças Armadas, [também] fora das Forças Armadas e só agrega nesse processo", disse. "Pode ter pesado mais para o Bolsonaro a figura que se tornou para a sociedade do general Mourão, brasileiro acima de tudo, que coloca suas posições com firmeza e coerência (...). Tudo isso pesa positivo para a figura do vice-presidente, que vai dar sustentação para o seu governo".

        A definição do vice contraria fala do próprio Bolsonaro, que na última sexta-feira (3) afirmou em entrevista ao programa Central das Eleições, da GloboNews, que seu vice seria do PSL e que estaria entre a advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e Luiz Phillippe de Orleans e Bragança, herdeiro da família real brasileira e apelidado de "príncipe", embora não esteja na linha sucessória da monarquia.

       A escolha por Mourão encerra uma novela que teve vários nomes cogitados nas últimas semanas. Bolsonaro nunca escondeu que seu "vice dos sonhos" seria o senador Magno Malta (PR-ES). O veterano político chegou a cogitar a possibilidade, mas preferiu se lançar à reeleição no Congresso. Além disso, seu partido, integrante do "centrão", resolveu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB).

      Outro nome cogitado foi o do general da reserva Augusto Heleno, mas o partido dele, PRP, vetou o acordo. Heleno, agora, é o principal nome de Bolsonaro para o ministério da Defesa em caso de vitória na eleição de outubro. Levantou-se até a hipótese de o astronauta Marcos Pontes ficar com a vaga, mas Bolsonaro pretende incluí-lo em seu grupo de ministros.

      Mourão também sempre apareceu na lista de possíveis vices na chapa do deputado federal e se mostrou disposto a assumir o posto desde o início. "Estou sentado no banco de reservas", disse várias vezes à espera de um convite oficial. Entretanto, o partido dele, PRTB, hesitava em aceitar a indicação porque ainda cogitava lançar candidatura própria.

FONTE: UOL

 

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