ELE NÃO X ELE SIM: SÁBADO É MARCADO POR MANIFESTAÇÕES CONTRA E A FAVOR DE BOLSONARO

Publicado em 01/10/2018 às 00h22

     Eleitores de todo o país se mobilizaram neste sábado (29) para participar de atos contrários e a favor do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) – que durante a tarde deixou o hospital Albert Einstein após 23 dias de internação. Foram organizadas manifestações em pelo menos 60 cidades, incluindo capitais como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre, Vitória, Florianópolis, Belo Horizonte, Salvador e Recife. Alguns grupos se reuniram também em outros países, entre eles Alemanha, França, Suíça, Itália e Portugal.

      Os protestos foram todos organizados através das redes sociais e liderados por mulheres. Em São Paulo, eleitores contrários ao deputado se aglomeraram no Largo da Batata, zona oeste da capital. No Rio de Janeiro, lotaram a Cinelândia, tradicional palco de eventos políticos no Centro. Já em Brasília, concentraram-se nas proximidades da Rodoviária do Plano Piloto para seguir em caminhada até a TV de Torre, na área central.

       Esses eventos reuniram manifestantes independentes e integrantes de sindicatos e movimentos estudantis e sociais como União da Juventude Socialista, União Estadual dos Estudantes Secundaristas e coletivos feministas de universidades. Estiveram presentes também militantes dos partidos PT, PSOL, PSTU e Rede. Eles portavam bandeiras, usavam camisetas com a hashtag #EleNão e carregavam cartazes com mensagens contra o totalitarismo, o machismo, o racismo e a homofobia.

       Assim como em atos anteriores, a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março, foi relembrada por diversos participantes em seus discursos.

       Os protestos favoráveis ao candidato, por outro lado, aconteceram simultaneamente em outros pontos turísticos dessas cidades, como em Copacabana, no Rio de Janeiro, e no Pacaembu, em São Paulo. Eles contaram com a presença de carros de som que exaltavam a figura do militar e apoiadores com vestimentas que o chamavam pelo apelido de “mito”. Estiveram presentes integrantes dos partidos PSL e PRTB e militantes apartidários. No Rio, uma das líderes foi a ex-militante feminista Sara Winter.

FONTE: UOL

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