DEBATE CONSCIENTE PODE MUDAR ELEIÇÃO, MAS 'FAKE NEWS' SÃO 'DESGRAÇA', DIZ CIENTISTA POLÍTICO

Publicado em 30/08/2018 às 00h24

Debate consciente pode mudar eleição, mas 'fake news' são 'desgraça', diz cientista político

      O cientista politico Leandro Machado defende que informações adequadas e conscientes, além do combate às notícias falsas, são capazes de mudar os rumos políticos do país e acredita que essas mudanças terão as Eleições 2018 como ponto de partida. Co-idealizador da ferramenta #TemMeuVoto (veja aqui), que promete dar “match” entre eleitores e candidatos, Machado é otimista com relação ao processo eleitoral de outubro. “Vivemos um momento de profusão de informações, você recebe informações de todos os lados, e aliado ainda temos essa desgraça do mundo contemporâneo que são as ‘fake news’ que é justamente a distorção proposital da informação, feita para confundir e para bagunçar a cabeça do eleitor”, disse.

     O estudioso, que defende a renovação ampla da política e do modo de votar, acredita que “a mudança e renovação tem que ser de pessoas, de práticas, da forma como busca se informação”. De acordo com Machado, a utilização da tecnologia a favor do voto consciente e o uso de ferramentas de pesquisa e informação correta possuem um grande potencial de auxiliar o eleitor na escolha dos candidatos que melhor representam seus valores, que compactuam com ideias, ideais e prioridades para o país e para a população.   

     O último levantamento do Ibope apontou que o número de eleitores que pretende votar branco, nulo ou estão indecisos sobre em quem votar corresponde a 38%. O percentual não era tão alto há pelo menos 20 anos.  Os eleitores que fazem parte deste índice tem a possibilidade de utilizar a tecnologia e as ferramentas disponíveis na internet para pesquisar dados que podem esclarecer questões e ajudar na hora da escolha dos candidatos que irão representá-los pelos próximos quatro anos nos poderes Executivo e Legislativo no âmbito federal e estadual.  

     Além das pesquisas convencionais através de mecanismos de busca, a ferramenta #TemMeuVoto será disponibilizada para os eleitores brasileiros em 10 de setembro. A partir da resposta de sete questões, os algoritmos da plataforma fazem uma combinação de perfis de eleitores e alguns candidatos com respostas e opiniões semelhantes. O co-idealizador do programa explica que o objetivo é utilizar a tecnologia para facilitar e ajudar o eleitor a encontrar seu candidato.

   “Na Bahia, por exemplo, nós temos registrados 1105 candidatos, se você demorasse 30 minutos para pesquisar sobre cada um desses candidatos demoraria 23 dias inteiros para achar informações sobre eles”, disse ao defender o uso da plataforma. O mecanismo utiliza dados obtidos junto ao Poder Judiciário, que representam 80% das informações disponíveis no site, e pelos próprios candidatos, a partir das sete perguntas.

     De acordo com o cientista político, tanto os eleitores quanto os postulantes respondem questões sobre posicionamento ideológico e definem suas prioridades, que podem ser as mais variadas, desde defesa de minorias, igualdade de gênero, direito humanos, reforma política ou agrária. Os candidatos, além de informar duas prioridades, têm que escrever uma proposta concreta para elas, que ficarão expostas no seu perfil na plataforma.

     As perguntas utilizadas pelo algoritmo foram definidas através de uma pesquisa que apontou as principais dúvidas das pessoas na hora de escolher um candidato. Entre elas se o candidato responde a processos na justiça, se já foi condenado e, portanto possui ficha limpa ou ficha suja, além das prioridades para o estado, a biografia, e por fim se o candidato já tem experiência política, como algum outro mandato ou ocupou cargo político.

     Todos os candidatos com registro junto ao TSE estão no banco de dados. No entanto, eles devem também entrar na plataforma manualmente e responder ao questionário para que as informações disponíveis para o eleitores sejam completas, aqueles que não o fizerem, terão disponíveis apenas os dados públicos do Judiciário. Na Bahia, até o momento, 20 candidatos se inscreveram.

FONTE: BN

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