BOLSONARO SOFREU NOVAS AMEAÇAS E PODE NÃO DESFILAR EM CARRO ABERTO

Publicado em 05/12/2018 às 00h22

      Em uma comemoração pelo aniversário de 80 anos do Gabinete de Segurança Institucional ( GSI ) nesta segunda-feira, o atual ministro da pasta, general Sérgio Etchegoyen , defendeu cautela e “cuidados mais intensos” nas decisões relacionadas à posse e segurança do presidente eleito, Jair Bolsonaro . Segundo ele, o futuro presidente sofreu novas ameças.

— Eu posso te falar até 15 dias atrás. Houve novas ameaças. Em relação ao desfile em carro abertoessa decisão ainda não foi tomada. Óbvio que a segurança sempre assessora, mas a decisão será do presidente — respondeu.

      Ao ser questionado sobre o risco real manifesto nas ameaças, o general disse se tratar de publicações de internet, “não necessariamente ameaças graves”.

— Quando se fala em ameaças não necessariamente são ameaças graves, como outro atentado. Nós estamos monitorando tudo, inclusive redes sociais, e o que estamos registrando de ameaças é isso. São comentários, coisas que nos deixam estado em alerta, mas só isso. Eu não tenho notícias do que foi monitorado nos últimos 15 dias porque eu estava fora, em licença médica, mas até 15 dias atrás tivemos registros desse tipo de ameaça, mas nada grave.

       Apesar de diminuir o risco das ameaças, o general destacou que toda situação “exige cuidado”.

— Nós temos um presidente que sofreu um atentado, que vem sofrendo agressões frequentes, basta ver nas redes sociais, e a quem tem de ser dado a garantia das melhores condições de governo. Certamente a segurança do presidente eleito exigirá cuidados mais intensos. Eu presidiria tudo com cautela — afirmou Etchegoyen.

      O evento ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno, que ao final da cerimônia elogiou a atual gestão do ministério e sinalizou que, pelo menos no início do novo governo, não deve haver muitas trocas de nomes na pasta:

— Não tem também muita coisa para mexer. Vocês viram aí o prestígio do GSI, as inúmeras missões, a necessidade da proximidade do GSI com o presidente, então isso me preocupa muito mais do que mexer em gente. No nosso meio, tanto GSI quanto ministério da Defesa, são dois ministérios que já vinham bastante arrumados — defendeu Augusto Heleno.

Fonte: ESTADÃO

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