A DENÚNCIA DO PRTB E A PIADA SOBRE A PIADA

Publicado em 02/08/2018 às 00h25

A denúncia do PRTB e a piada sobre a piada

     O PRTB tentou, na segunda-feira (30), mobilizar a imprensa baiana para acompanhar uma denúncia “gravíssima” de “fraude na Bahia”. Uma coletiva de imprensa seria dada pelo presidente estadual do partido, Rogério Da Luz, na sede da Polícia Federal, onde dirigentes iriam protocolar a denúncia. Se política é um jogo de cena, o ato do PRTB foi uma encenação de comédia pastelão.

     Começou com a PF, que se viu obrigada a desmentir a coletiva de imprensa na sede do órgão. Ainda assim, o PRTB insistiu que Da Luz falaria na frente da sede da corporação em Salvador – apesar de não caber à PF manifestar-se politicamente ou dar guarita para quem quer que seja fazer dela um palco para o teatro político. O PRTB, então, fez a “bombástica” denúncia que iria afetar os alicerces da disputa eleitoral de 2018 na Bahia.

      Diante da espetacularização do ato, e do histórico de reações dramáticas do líder do grupo, poucos foram os veículos de imprensa que se interessaram pela pauta. O Bahia Notícias, inclusive, está no rol daqueles que não levaram a sério a promessa. Por uma decisão editorial – e por preferir pautar a reportagem por temas relevantes –, aguardamos a chegada da referida denúncia por meio da assessoria do partido. Acertamos na escolha.

     A peça, de 10 páginas, traz uma denúncia sobre a realização de uma pesquisa eleitoral que não inclui as candidaturas de João Henrique ao governo e de Celsinho Cotrim ao Senado. Segundo o PRTB, uma mulher recebeu um telefonema da HC 7 Consultoria e Assessoria de Imprensa – Eirelli que excluía o nome dos dois pré-candidatos e ainda insistia no nome de um suposto “José Henrique” na disputa eleitoral da Bahia em 2018.

     O argumento do PRTB é que o levantamento afastaria a isonomia do processo e comprometeria o resultado da pesquisa. Por conseguinte, havendo a divulgação dos dados colhidos, poderia provocar encaminhamentos pouco adequados para a corrida eleitoral baiana. Para o partido, “resta evidente a intenção da empresa denunciada em fabricar um resultado fantasioso, mentiroso, a prejudicar a participação dos pré-candidatos” do PRTB.

      Apesar da prática ser condenável, excluir candidatos de pesquisas eleitorais não é novidade em qualquer processo político. Porém seria ilegal apenas se houvesse a divulgação dos dados levantados pela empresa. Uma busca simples no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a HC 7 não solicitou qualquer registro de pesquisa na corrida eleitoral de 2018. E, como é de conhecimento público, partidos e candidatos fazem levantamentos para consumo interno e podem pedir o recorte que melhor convier. Sem registro, divulgar os dados seria crime. O que não foi o caso até o momento em que a denúncia do PRTB foi protocolada.

       Da Luz, João Henrique e Celsinho Cotrim fizeram “tempestade num copo d’água” em busca de atenção da imprensa. O indício de crime não configura fato gerador de ampla cobertura midiática, como se esperaria de algo sério. O tiro saiu pela culatra. Ao invés de trazer luz para uma eventual denúncia grave, transformou o PRTB, mais uma vez, em um grupo de comédia. A piada dentro da piada. Confirmada com a convenção da legenda que colocou João Henrique e Celsinho Cotrim como candidatos em 2018.

FONTE: BN

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